quarta-feira, 20 de março de 2019

A CERTEZA DA PROVIDÊNCIA DIVINA, POR MEIO DA FÉ: Observem os pássaros, mas cuidado

20.03.2019
Do blog VOLTEMOS AO EVANGELHO,19.03.19
Por Thiago Guerra*

No Senhor me refugio. Como então vocês podem dizer-me: “Fuja como um pássaro para os montes”? Sl 11.1


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É curioso o fato de as Escrituras colocarem os pássaros como exemplo e alerta para os cristãos. O exemplo positivo é bem conhecido, foi o próprio Jesus quem nos ensinou uma bela lição mencionando-os. Em Mateus 6.26 ele diz: “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta.


Não têm vocês muito mais valor do que elas?” Jesus nos ensina, portanto, que quando o nosso coração anda angustiado, o melhor divã é talvez uma área verde onde você possa olhar com atenção um passarinho voando e sendo sustentado pelo Pai. Aliás, Jesus poderia ter se referido a Deus como Criador, mas me parece que ele realmente quis enfatizar o cuidado amoroso e atento de um pai ao seu filho, por isso preferiu “Pai”.

Eu me lembro uma certa vez em que ainda morava na Austrália e meu coração estava um pouco temeroso. Eu saí de casa e fui para o ponto de ônibus esperar a condução que me levaria ao trabalho. Então reparei que havia um pedaço de pão amassado e sujo jogado no meio da avenida movimentada. O que atraiu a minha atenção a esse pedaço de pão foi o voo rasante de um passarinho todo corajoso entre os carros, desejando fazer sua refeição matinal. Naquele exato momento eu lembrei da promessa de Mt 6.26 dizendo que o Pai nos sustenta como sustenta as aves do céu.


Eu fiquei pensando de como Deus governou todos os eventos para que aquele pedaço de pão estivesse ali naquela hora, naquele lugar, para que seu passarinho pudesse se alimentar. A pergunta de Jesus é: “Não têm vocês muito mais valor do que os pássaros?”.

Claro que sim, somente os seres humanos foram feitos à imagem e semelhança Divina. Então, naquele dia, a criação foi um grande testemunho da providência e cuidado do Pai para mim. Eu acredito que erramos quando não obedecemos às palavras de Jesus: “Observem as aves do céu”. A familiaridade com os passarinhos nos atrapalha.

Por outro lado, a bíblia também usa os pássaros como alerta para nós e o Salmo 11.1 é a prova disso. Nele é dito que, ao observarmos os pássaros, corremos o risco de recorrermos à fuga para os nossos problemas. Você já deve ter visto que qualquer passarinho “bate em retirada” quando o perigo está próximo. Essa também pode ser a nossa tentação, imitarmos eles nesse ato de incredulidade. Portanto, cuidado na sua observação, há exemplos e alertas!


Há um exemplo na própria Escritura para o Salmo 11.1, o evento do Getsemani. O evangelista Lucas é o único que nos dá uma informação mais detalhada do porquê os discípulos dormiram naquele momento de angústia quando deveriam estar orando com Jesus. O texto diz: “Quando se levantou da oração e voltou aos discípulos, encontrou-os dormindo, dominados pela tristeza” (Lucas 22:45). Percebe o que eles fizeram? A tristeza era tanta que preferiram dormir do que enfrentar a dor que estavam sentido. Em outras palavras, recorreram ao escapismo.


Dói menos “sonhar” do que encarar a realidade. É melhor não pensar nos seus problemas e fingir que eles não existem. Se você quer ser feliz de verdade, dizem, não pense neles!

*Thiago Guerra é pastor da Igreja da Trindade, em São José dos Campos, SP. Pós-graduado em Teologia Bíblica pelo Andrew Jumper, cursando bacharel em Teologia no Seminário Martin Bucer. É casado com Raquel Guerra, e sua filha se chama Helena.

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Fonte:https://voltemosaoevangelho.com/blog/2019/03/observem-os-passaros-mas-cuidado/utm_source=sendinblue&utm_campaign=Voltemos_ao_Evangelho__Daily_email_Modelo&utm_medium=email&utm_source=inf-resumo-diario-ve&utm_medium=inf-resumo-diario-ve&utm_campaign=inf-resumo-diario-ve

A desumana PEC da Reforma da Previdência de Bolsonaro e a transição do servidor público

20.03.2019
Do portal  Linkedin de Fausto De Oliveira Ramos*

Se você é servidor público com algumas décadas de atividade, já deve estar fazendo as contas a respeito do estrago que o texto atual da PEC 6/2019 (Reforma da Previdência) poderá fazer na sua tão sonhada aposentadoria. O ponto crucial do texto da PEC encontra-se no Capítulo VIII - Disposições finais, onde são revogados trechos das emendas constitucionais EC 47/2005 e EC 41/2003. Vejamos então o que definem estas emendas e como são aplicadas hoje.

Um bom lugar para se começar a entender a questão das mudanças provocadas pela reforma é no site do simulador de aposentadoria da CGU. Após a inserção e validação dos dados pedidos, vários cenários são apresentados, com base nas leis já existentes. Estas leis e cenários estão simplificadamente explicados no manual do simulador (vide no mesmo site do simulador).

Um dos cenários resultantes, que seria o mais ideal, ampara-se na EC 47. Ideal, pela questão da integralidade do benefício, com base no último salário do servidor. Neste cenário, a idade mínima requerida para aposentadoria é de 60/55 (homem/mulher), bem próxima daquela proposta pela PEC 6/2019, de 61/56 em 2019 (vide a cartilha da PEC). Assim, à primeira vista não haveria problema, para aqueles que se aposentarão em breve, com a transição da conjuntura atual para a nova lei. Mas esta aparência é apenas ilusória.

Acontece que a EC47 também prevê um redutor de idade mínima requerida para a aposentadoria, a partir do excedente do tempo de contribuição mínimo de 35/30 definido pela mesma EC47, até o limite mínimo de 53/48 anos de idade (dado pela EC 41/2003). Em um exemplo: se Carlos tem 37 anos de contribuição, poderá se aposentar já a partir dos 58 anos de idade.

Agora vejamos o impacto da PEC 6/2019: ao se revogar o artigo terceiro da EC47, extingue-se o redutor. Com isso, em casos extremos, um servidor(a) com 53/48 anos de idade poderá se aposentar apenas aos 61/56 (2019) ou 62/57 (2022), contudo sem integralidade. Se quiser se aposentar na mesma condição da então revogada EC47, incluindo-se a integralidade, terá que esperar até completar os 65/62 anos de idade. Em resumo, uma diferença de 12 anos para homens e 14 anos para as mulheres, relativa à mudança do embasamento legislativo da previdência.

Esta disparidade gritante tem três aspectos: (i) ocorre sem qualquer tipo de transição, ou seja, por questão de apenas um dia, o servidor poderia ter uma variação de até 14 anos na nova data prevista para aposentadoria, por vigência da PEC; (ii) cria um abismo entre servidores que se aposentem antes e depois da promulgação da PEC; (iii) trata as servidoras ainda com mais disparidade do que os servidores do sexo masculino.

É necessário assim, corrigir esta disparidade de alguma forma. Uma solução possível seria integrar o redutor da idade mínima da EC47 na PEC 6/2019. A transição poderia ser feita aumentando-se, a cada ano, 1 ano do limite mínimo de redução de 53/48. Com isso, teria-se uma transição mais equitativa e racional.

Como forma de sensibilizar os parlamentares, e apelando não só àqueles que estejam em situação semelhante, como também aos que concordam com o que foi aqui exposto, foi elaborado este vídeo, que explica com simplicidade a questão aqui discutida. Foi criada também uma idéia legislativa no portal e-cidadania, do Senado Federal. Ao se atingir um certo número de votos, esta idéia será apreciada nas instâncias legislativas, podendo até mesmo ser levada a efeito, alterando o texto atual da PEC. Quer apoiar? Acesse o link desta idéia e participe: basta logar com o Facebook ou outra conta, e confirmar. O seu voto é muito importante, e fará a diferença hoje, e quem sabe, até no futuro.

*Tecnologista Senior at Instituto de Aeronáutica e Espaço, de São José dos Campos, São Paulo, Brasil

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Fonte:https://www.linkedin.com/pulse/pec-62019-e-transição-do-servidor-público-fausto-de-oliveira-ramos/?lipi=urn:li:page:d_flagship3_profile_view_base_post_details;jQJRP5D9RWu/orQv5DEFvg%3D%3D

Quem é Marcelo Gleiser, físico que venceu 'Nobel' do diálogo e da espiritualidade

20.03.2019
Do portal MSN
Por Ana Beatriz Rosa

© ELI BURAKIAN/DARTMOUTH COLLEGE VIA AP Marcelo Glaiser 

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, foi anunciado como o grande vencedor do Prêmio Templeton 2019 na terça-feira (19). O prêmio é uma espécie de “Nobel da espiritualidade” e já foi concedido a nomes como Madre Teresa de Calcutá (em 1973) e Dalai Lama (em 2012).

De acordo coma fundação Templeton, a honraria é entregue a profissionais que tenham feito “uma contribuição excepcional para afirmar a dimensão espiritual da vida, seja por insights, descoberta ou trabalhos práticos.”

Mas você conhece Marcelo Gleiser? Ou sabe do que trata a sua pesquisa?

© Divulgação

O que é o Prêmio Templeton? 

Nós habitamos qual porcentagem do universo? Nós temos livre arbítrio? A evolução é unidirecional? Somos imortais? O universo foi criado? O que é o amor?

Essas são algumas das perguntas que guiam a fundação Templeton. De acordo com a descrição no site da instituição, ela existe para que as pessoas compreendam mais profundamente o universo e tenham noção do seu lugar no mundo. 

Para isso, eles encorajam pesquisas e produções em assuntos que incluem a complexidade da vida, da evolução, do perdão e até do livre arbítrio, em áreas que vão da ciência à religião.

O prêmio, que existe desde 1972, doa um valor de 1,1 milhão de libras (cerca de R$ 5,5 milhões) para quem “fez uma contribuição excepcional para afirmar a dimensão espiritual da vida, seja através de insights, descoberta ou trabalhos práticos.”

Qual a importância de Marcelo Gleiser ser nomeado?

Gleiser, 60 anos, é professor de física e astronomia no Dartmouth College, nos Estados Unidos. Ele ganhou reconhecimento internacional por meio de seus  livros, artigos, blogs, documentários e conferências em que apresenta a ciência como uma ferramenta que ajuda a entender as origens do universo e da vida. Ele é o primeiro brasileiro a receber a honraria.

O que dizem as suas pesquisas?

Por mais de 35 anos, o físico brasileiro examinou uma série de tópicos, que vão desde o comportamento de campos quânticos até a cosmologia do universo. Suas teorias já contam com mais de 100 artigos revisados e publicados.

De acordo com a fundação Templeton, Gleiser é uma voz importante entre os cientistas que rejeitam a noção de que apenas a ciência pode trazer as verdades fundamentais sobre a natureza da realidade.

“Em vez disso, em sua carreira paralela como intelectual, ele revela os vínculos históricos, filosóficos e culturais entre ciência, humanidades e espiritualidade, e defende uma abordagem complementar ao conhecimento, especialmente em questões em que a ciência não pode fornecer uma resposta”, explica a instituição.

O seu primeiro livro foi A Dança do Universo. A obra foi pensada como um livro didático para cursos não científicos na Universidade de Dartmouth. O texto explora as origens filosóficas e religiosas do pensamento científico e sua influência dos tempos antigos até os modernos.

Outros quatro livros em inglês e mais nove em português foram publicados ao longo dos anos. Neles, é possível notar o crescente ceticismo do físico em relação a uma suposta perfeição matemática da natureza.

Ao contrário, Gleiser busca celebrar as imperfeições, assimetrias e desequilíbrios presentes na realidade. 

Em 1994, o físico foi um dos responsáveis pela descoberta dos “oscillons” - pequenos e persistentes “aglomerados” de energia feitos de muitas partículas. Isso continua sendo parte de suas investigações.

Atualmente, ele também se dedica a explorar como a estabilidade de sistemas físicos - desde escalas subatômicas até astrofísicas - está codificada na complexidade de suas formas.

Gleiser é uma das vozes mais influentes no que se chama de astrobiologia. Ele estuda a origem da vida na Terra, em particular o papel das assimetrias bioquímicas na formação inicial de polímeros, precursores de biomoléculas complexas. 

“Meu trabalho como cientista, como físico teórico, é diferente do meu trabalho como intelectual público que está escrevendo livros, ensaios e fazendo documentários. Nisso, eu tento mostrar para as pessoas o fascínio que é nossa relação com a natureza. Nesse lugar eu resgato o que eu chamaria de espiritualidade no processo da busca científica”, explicou o cientista em entrevista ao O Globo

Como Marcelo Gleiser enxerga a ciência?

Para Marcelo Gleiser, a ciência é o “engajamento com o mistério” e é primordial para entender a condição da humanidade.

Seus trabalhos defendem que a ciência moderna trouxe a humanidade de volta ao “centro” da criação - o que ele chama de “humanocentrismo”.

Ou seja, quanto mais nós conhecemos o universo, mais podemos entender a raridade que é ser humano.

                     Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de Privacidade)

Como Marcelo Gleiser enxerga a espiritualidade?

O físico nasceu no Rio de Janeiro em uma família influente na comunidade judaica e recebeu uma educação conservadora em escolas hebraicas. Hoje, ele se descreve como agnóstico, mas também se declara como não ateu.

Eu vejo o ateísmo como sendo inconsistente com o método científico, pois é, essencialmente, a crença na descrença”, afirmou durante uma entrevista para a revista Scientific American. “Você pode não acreditar em Deus, mas afirmar com certeza sua inexistência não é cientificamente consistente.”

Para ele, a espiritualidade é algo muito mais amplo do que a religião como instituição. 

“Tem a ver com a nossa relação com o mistério da existência e que transcende questões como: ‘Em que Deus você acredita?’ ou ‘Que igreja você frequenta?’”, explicou ao O Globo
Em seus livros mais recentes, como A Ilha do Conhecimento e A Simples Beleza do Inesperado, Gleiser passou a discutir a ideia de que existem limites para o que a ciência e a razão humanas possam descobrir sobre o universo.

“A gente nunca vai poder ter um conhecimento final sobre o Universo, mas eu enxergo isso como uma coisa positiva. A ciência é um flerte com o mistério. Einstein definia isso como o sentimento religioso cósmico, que seria a fonte de toda a arte e de toda a ciência”, afirmou à Folha. 

NOTA DO EDITOR DO BLOG:

A presente matéria não reflete a opinião deste Editor, visto que o mesmo é um cristão evangélico, que possui uma fé convicta no Deus Todo-Poderoso, Criador de todas visíveis e invisíveis e mantenedor permanente do Universos e que se manifesta em  três Pessoas Divinas: Deus, o Pai; Deus, o Filho e Deus, o Espírito Santo.

A publicação dessa matéria, tem como objetivo demonstrar  aquilo, que nós crentes em Deus, afirmamos há séculos: a Ciência é incapaz por si só, explicar de modo completo e profunda as  grandes questões da vida, principalmente, no que diz respeito às verdades espirituais, que no caso cristão, se fundamentam na Santa Palavra de Deus, A Bíblia Sagrada.

Interessante perceber, no corpo da matéria, o autor afirmar,sobre o ateísmo: "“Você pode não acreditar em Deus, mas afirmar com certeza sua inexistência não é cientificamente consistente.”

Irineu Messias

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Fonte:https://www.msn.com/pt-br/noticias/curiosidades/quem-%c3%a9-marcelo-gleiser-f%c3%adsico-que-venceu-nobel-do-di%c3%a1logo-e-da-espiritualidade/ar-BBUZmTD?ocid=spartanntp

Empresa Empiricus, apoiadora do Golpe de 2016,revela-se falsa moralista e é acusada de enganar consumidores: Procon/SP notifica Empiricus por propaganda de Bettina

20.03.2019
Do portal do MSN, 19.03.19
Por Matheus Prado       

© Reprodução Bettina, o mais novo meme brasileiro

A Empiricus terá de comprovar ao Procon, nas próximas 48h, a veracidade do que foi falado por Bettina Rudolph no anúncio que viralizou na última semana. A peça publicitária, que ganhou enorme atenção na internet, aponta para um crescimento de mais de 600% no patrimônio da jovem em três anos. Em entrevista a VEJA SÃO PAULO, a moça disse que nunca falou que transformou 1520 reais em 1 milhão.

Apesar de ainda não ter sido notificada oficialmente, fontes ligadas à empresa afirmam que a gestão está tranquila em relação ao pedido. Como a série estrelada por Bettina é gratuita, não se trata de um produto. Outro ponto que pode ser abordado pela defesa é o de que o conteúdo ainda nem foi veiculado, portanto é impossível que alguém tenha sido lesado pelo mesmo. “Soubemos da existência da suposta notificação por meio da imprensa, o que nos causou perplexidade. Os conteúdos veiculados não criam nem criaram qualquer tipo de relação de consumo, tratando-se apenas de um convite gratuito para saber mais sobre o assunto” anunciou a companhia através de assessoria.

Mas, segundo nota publicada no site do Procon, a entidade “exige, nos termos do art. 36 do CDC, que a empresa esclareça se o vídeo amplamente veiculado se refere a uma campanha publicitária e, além disso, exige os documentos que comprovem a veracidade do que foi anunciado, com a demonstração da evolução financeira da atriz/depoente, no prazo de 48 horas.”

Felipe Miranda,um dos CEOs da Empiricus, afirmou a VEJA SÃO PAUO que é até possível que Bettina sofra um desgaste de imagem com o episódio, mas isso será compensado pelo número de pessoas que ela vai poder influenciar a partir de agora. E enfatiza que “o objetivo no final, é, obviamente, vender pacotes de assinatura da Empiricus”.

Confira na íntegra nota a divulgada pelo Procon:

A Fundação Procon-SP, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, notifica a empresa Empiricus para que preste esclarecimentos sobre publicidade veiculada amplamente na internet anunciando ganho de mais de 1 milhão de reais.

Na publicidade, Bettina, uma jovem de 22 anos relata que começou a investir aos 19 comprando ações na bolsa de valores e que a aplicação inicial de R$ 1.520,00 (hum mil quinhentos e vinte reais) em apenas três anos chegou a mais de 1 milhão. Ela garante no anúncio, que investindo nas mesmas ações não tem como ser diferente e que o lucro será proporcionalmente o mesmo que ela obteve.

O pedido de esclarecimentos exige, nos termos do art. 36 do CDC, que a empresa esclareça se o vídeo amplamente veiculado se refere a uma campanha publicitária e, além disso, exige os documentos que compravam a veracidade do que foi anunciado, com a demonstração da evolução financeira da atriz/depoente, no prazo de 48 horas.
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Fonte:https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios/procon-notifica-empiricus-por-propaganda-de-bettina/ar-BBUYNmH?ocid=spartanntp

Defesa de Lula protocola no STF perícia que comprova que juíza usou texto de Moro em sentença

02.03.2019
Do portal da Revista Fórum, 28.02.19
Por Redação

Laudo técnico aponta que Gabriela Hardt utilizou a sentença do caso do tríplex para condenar o ex-presidente no processo do sítio de Atibaia


O que pode ser mais preocupante para o judiciário brasileiro, quanto à soberania do país? Essa é a pergunta mais importante para o momento histórico do Brasil, em que uma juíza teria utilizado o texto de Sérgio Moro, ou seja, alguém que nem mais juiz, mas, é opositor político assumido, para condenar em um segundo processo, um réu que, sabidamente, está sendo perseguido. A soberania, nesse caso, está sendo violada, uma vez que se trata de um candidato que foi retirado da corrida presidencial para que o atual presidente vencesse e nomeasse o juiz que condenou o tal candidato que liderava, neste caso Lula. Tudo para abrir caminho para a vitória de um “comparsa”. Sim, se trata de um comparsa, uma vez que o resultado beneficiou ilegalmente Bolsonaro e diretamente o próprio juiz Sérgio Moro, que se tornou ministro da Justiça.
Frente a esse fato, a defesa do ex-presidente Lula protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), um recurso contra a decisão da juíza Gabriela Hardt contendo a perícia feita pelo presidente emérito da Associação dos Peritos Judiciais de São Paulo, da Associação Brasileira de Peritos Criminalistas do Brasil e da Asociación Latinoamericana de Criminalistica, Celso Mauro Del Picchia. A perícia prova que a juíza simplesmente teria redigido seu texto sobrepondo o texto da condenação de Sérgio Moro, no caso do Triplex.

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Durante a análise, Del Picchia ainda encontrou, no antepenúltimo parágrafo da sentença de Hardt, uma clara referência de que a juíza apenas copiou e colou a sentença de Moro. Ao determinar a estimativa mínima para reparação do suposto dano, a magistrada, que cuidou do processo referente ao sítio, ‘escreveu’ que “deverão ser descontados os valores confiscados relativamente ao apartamento“.
O fato comprova então, que a sentença não está sendo dada pela instância em que o julgamento está ocorrendo mas, vinda de um terceiro. Ou seja, é possível considerar que o julgamento já está pronto, antes mesmo que o processo termine. A pergunta é: Quem estaria redigindo as condenações Lula, a juíza Hardt, Sérgio Moro ou alguém desconhecido.

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Fonte:https://www.revistaforum.com.br/defesa-de-lula-protocola-no-stf-pericia-que-comprova-que-juiza-usou-texto-de-moro-em-sentenca/

sexta-feira, 15 de março de 2019

Surge a teia oligárquica da operação

15.03.2019
Do portal OUTRAS MÍDIAS, 11.05.18
Por Pública

Estudo inédito da UFPR mapeia relações de Moro e promotores com grupos mais conservadores do Paraná. Políticos da ditadura, clãs encastalados nos tribunais e escritórios de advocacia que negociam delações

Os promotores, com Dell’Agnol à frente. Para coordenador da pesquisa, “todos também são extremamente conservadores e têm perfil à direita, semelhante aos seus parentes que faziam parte do sistema na ditadura”
Por Amanda Audi, na Agência Pública
Para o professor de sociologia Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os integrantes da Lava Jato (incluindo magistrados, procuradores e advogados) operam em um circuito que chama de “fechado” e que funcionaria “em rede”.
O professor comanda um grupo de pesquisa chamado “República do Nepotismo”, que utiliza a técnica da prosopografia (biografia coletiva de determinado grupo social ou político) para demonstrar que pessoas como Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e advogados ligados às delações são herdeiros de figuras do Judiciário e da política paranaenses. O estudo será apresentado na segunda quinzena deste mês.
“Eles se conhecem muitas vezes desde a infância, porque os pais já se conheciam. Frequentaram as melhores escolas, universidades, têm sociabilidade em comum. Quer dizer, vivem na mesma bolha. Têm as mesmas opiniões e gostos políticos e ideológicos. E todos têm conexão com a indústria advocatícia, com os grandes escritórios jurídicos”, afirma.

Leia os principais trechos da entrevista.


O sociólogo Ricardo Costa de Oliveira, do grupo que produz “República do Nepotismo”. Estudo completo será divulgado este mês
Quais as principais conclusões do estudo que o sr. desenvolve na UFPR?
Em primeiro lugar, quando a gente pensa na magistratura brasileira e do Paraná, sempre se deve entendê-la como unidades de parentesco. São famílias ao mesmo tempo jurídicas e políticas, uma unidade que sempre opera em rede. Não existe aquela figura, como alguns imaginam, de pessoas que são “novas”, ou “emergentes”, ou “renovadoras”. Os resultados mostram que são todos herdeiros de uma velha elite estatal.
Isso inclui os integrantes da Lava Jato?
Sim, o juiz Sérgio Moro e todo mundo, temos todos os documentos. É uma elite estatal hereditária porque eles apresentam parentescos no sistema judicial bastante significativos. 
Não apenas parentesco, mas também relações matrimoniais, de amizade e de sociabilidade. Há também a dimensão do corporativismo. Se forma um grande circuito formativo ideológico, de convivência, que tem determinados padrões e valores hereditários. O próprio Sérgio Moro, uma figura central, filho de um professor universitário, tem como primo um desembargador, o Hildebrando Moro. Ter um parente no Tribunal de Justiça, para os códigos internos, faz muita diferença. Na nossa interpretação, é um sistema pré-moderno. Ele não funciona através de regras impessoais ou de aspectos técnicos, mas com muito poder pessoal. De modo que o ator, na magistratura, tem uma capacidade incrível de determinar a agenda, a temporalidade dos processos, no sentido de escolher os que quer acelerar e aqueles que serão adiados.”
Existe relação de proximidade entre magistrados, procuradores e advogados da Lava Jato?
Sim, é o mesmo circuito. Tem o caso da esposa do Moro, a Rosângela Maria Wolff Quadros, que é advogada. Ela está situada dentro do clã da família Macedo, genealogia extremamente importante no Paraná, que atinge atores nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no empresariado. Como Rafael Greca de Macedo [prefeito de Curitiba], o Beto Richa [governador do Paraná licenciado] e um conjunto de empresários e desembargadores do Tribunal de Justiça. Até se usa o termo “Macedônia”, dada a importância da família Macedo. E a família Wolff é típica do poder local de São Mateus do Sul [interior do Paraná], é uma estrutura que vem da República Velha, do coronelismo. Ela, como advogada, tem relações profissionais com a Apae. E aí há uma conexão direta com a família Arns. Flávio Arns foi senador, vice-governador, ator de atividades assistenciais. E com o advogado Marlus Arns de Oliveira, que é sobrinho do Flávio Arns.
Qual a relação entre eles?
É uma relação profissional [da esposa de Moro] com a família Arns e com as Apaes. Eles trabalharam juntos com as Apaes. O Marlus Arns é advogado de muitos acusados da Lava Jato nas delações premiadas. Chegou até a defender Eduardo Cunha. Em matérias da imprensa sobre advogados amigos do Sérgio Moro, como o Carlos Zucolotto, e as questões sobre Rodrigo Tacla Duran, mostra a partir do casal uma indústria jurídica da Lava Jato, em que muitos dos principais advogados da Lava Jato têm relações próximas com os operadores.
Quais casos foram identificados pelo grupo de pesquisa?
O do procurador Diogo Castor de Mattos, que era filho do falecido procurador Delívar Tadeu de Mattos. Ele foi casado com Maria Cristina Jobim Castor, que era irmã de Belmiro Valverde Jobim Castor, que foi empresário, secretário de Estado, do Bamerindus, um nome muito importante na política. No escritório da família, o Delívar de Mattos & Castor, trabalha um irmão do procurador, que se chama Rodrigo Castor de Mattos. Ele foi advogado do marqueteiro João Santana. É mais uma relação direta de parentesco, que corrobora que é uma indústria advocatícia da Lava Jato muito próxima dos seus protagonistas.
Há situações parecidas com outros integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba?
O Carlos Fernando dos Santos Lima é filho de Osvaldo Santos Lima, que foi procurador, deputado estadual da Arena e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná em 1973. Ele também tem dois irmãos no Ministério Público. A esposa dele teve relação com o Banestado [banco paranaense que deu origem a escândalo de corrupção nos anos 1990 e Carlos Fernando investigou]. O Deltan Dallagnol é filho do ex-procurador Agenor Dallagnol. Ele passou no concurso sem ter os dois anos de formado, o pai foi o advogado [na apelação da União, em que a Justiça deu vitória ao procurador] . Todos os operadores da Lava Jato também são extremamente conservadores e têm perfil à direita, semelhante aos seus parentes que faziam parte do sistema na ditadura. Naquela época, seus pais eram gente do establishment. E eles herdam a mesma visão de mundo. É uma elite social, política e econômica.
Os integrantes da Lava Jato vivem em um meio comum?
Sim, eles se conhecem muitas vezes desde a infância, porque os pais já se conheciam muitas vezes. Eles frequentaram as melhores escolas, universidades, têm sociabilidade em comum. Quer dizer, vivem na mesma bolha. Têm as mesmas opiniões e gostos políticos e ideológicos. E todos têm conexão com a indústria advocatícia, com os grandes escritórios jurídicos que atuam no sistema judicial.
Na pesquisa, o sr. ouviu falar sobre advogados que conseguem acordos de delação com a Lava Jato fazerem parte de um mesmo grupo?
É exatamente o que os resultados revelam, porque alguns principais advogados da indústria da delação são nomes com conexão com as famílias da Lava Jato.
O mesmo se aplica aos tribunais superiores na Lava Jato?
O circuito é o mesmo quando você analisa o Tribunal Regional Federal da 4ª Região [TRF-4]. Tem o João Pedro Gebran Neto, neto do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele vem de uma das mais tradicionais famílias da Lapa, de onde sai boa parte das famílias que dominam a política paranaense nos anos 1970. Victor Luiz dos Santos Laus é bisneto do fundador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do TRF-4, é neto do desembargador ministro Thompson Flores, que foi do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a ditadura militar, uma das principais genealogias do Rio Grande do Sul.
O ministro Felix Fischer, mesmo sendo alemão, é casado com uma procuradora de Justiça do Paraná aposentada. Ele tem três filhos no Judiciário paranaense. Depois, no STF, temos o Edson Fachin, que tem a mesma dinâmica familiar. É casado com uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná. A filha dele é advogada do escritório Fachin Advogados Associados e é casada com Marcos Alberto Rocha Gonçalves, filho de Marcos Gonçalves, executivo do grupo J&F, da família dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Há um verdadeiro circuito que começa no Moro e vai até o Fachin. Todos com o mesmo perfil: família, ação política, conexões empresariais, com escritórios advocatícios, ideologia propensa à direita, de uma elite estatal muito antiga que opera em redes familiares.
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Fonte:https://outraspalavras.net/outrasmidias/membros-da-lava-jato-sao-membros-da-bolha-dos-ricos-do-judiciario-do-parana/